Com
os salários dos servidores municipais atrasados, a Prefeitura de Frutal teve
mais uma vez que recorrer a Câmara para enfim quitar a dívida com o
funcionalismo.
Serão
devolvidos para os cofres do município R$900 mil, sendo que R$800 mil serão
utilizados para o pagamento do salário dos professores da rede municipal e
outros R$100 mil para ajudar nas despesas de combustível dos serviços
essenciais, como veículos de transporte de pacientes e ambulâncias.
Após
a reunião, realizada na tarde de hoje, ficou definido que o salário dos
servidores municipais será pago no dia 13 de novembro, já que é necessário que
a Câmara aprove dois projetos da Prefeitura já na próxima segunda-feira, que
permitirá equacionar o problema salarial deste mês.
Segundo
pessoas que acompanharam a reunião, a prefeita Maria Cecília Marchi Borges
deixou muito claro durante todo o encontro que a Prefeitura só iria conseguir
pagar o salário dos professores se contasse com esse repasse da Câmara.
Ou seja,
a prefeita Ciça deu a entender que se os professores ficassem sem o pagamento
referente ao mês de outubro por falta do repasse, os vereadores poderiam sair
como os vilões da história. Com medo da repercussão negativa que isso poderia
causar e também sensibilizados com a situação dos professores, os vereadores
preferiram ceder aos apelos de Ciça.
Vale
ressaltar que esse problema foi resolvido parcialmente, já que a Prefeitura não
tem a mínima ideia de onde tirará recursos tanto para pagar os salários de
novembro quanto para quitar o décimo terceiro dos servidores. Segundo uma
pessoa que esteve na reunião, novos repasses da Câmara para a prefeitura nos
próximos meses não foram descartados.
É
importante ressaltar que a falta de repasses por parte do governo do Estado para
a prefeitura de Frutal não é a única responsável pela grave crise financeira
que assola a nossa cidade.
O excesso de funcionários comissionados que atuam no
executivo frutalense contribui sobremaneira para aprofundar essa crise. Ao todo
a prefeitura conta, atualmente, com cerca de 200 funcionários comissionados,
que são aqueles que são servidores públicos, mas não foram aprovados em concurso,
esses salários somados custam aproximadamente 8 milhões de reais por ano.
Ainda
sobre a crise que atinge todas as prefeituras da região, a prefeita de
Itapagipe, Benice Maia, anunciou, hoje à tarde, uma redução de 20 por cento no próprio
salário, os vencimentos de todo o secretariado também foi reduzido. Em
Fronteira, o prefeito Marcelo Passuelo já tinha tomado atitude semelhante ao
diminuir drasticamente o ordenado dos funcionários do alto escalão.
Em
Frutal, até o momento, as únicas medidas anunciadas foram o corte do ticket
alimentação que tem o valor de 150 reais, além disso, Ciça disse que pretende
parar de pagar as horas extras de todo o funcionalismo e a insalubridade
daqueles profissionais que atuam em funções que colocam a saúde em risco.
Sobre
a redução do próprio salario e de seu secretariado ainda nenhuma palavra. Até
mesmo a demissão de alguns comissionados pelo menos para aliviar um pouco a
folha de pagamento ainda não foi um tema seriamente debatido nos corredores da
Prefeitura.
A
dúvida que fica é: até quando a Câmara terá recurso para ajudar a sanar a
dívidas da Prefeitura? E depois que o dinheiro da Câmara também acabar o que
será do funcionalismo público? Já não passou do momento da prefeita cortar na própria
carne?

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