Mazzarope, Romero e Sinomar Borges são condenados a prisão por causa do Mensalinho da Câmara


Um dos maiores escândalos recentes da política frutalense está prestes a chegar aos seus capítulos finais.

Os vereadores Ricardo Soares da Silva (Mazzarope) e Romero Silva de Menezes e o ex-vereador o presbítero Sinomar Borges  acabam de ser condenados a prisão pelo escândalo que ficou conhecido pela população frutalense como mensalinho.



Os vereadores Mazzarope e Romero foram condenados a 3 anos e seis meses de prisão em regime semiaberto, já o ex-vereador Sinomar Borges a 3 anos e 1 mês de prisão em regime aberto. Todos receberam o direito de recorrer em liberdade.



Outro ex-vereador que foi denunciado por conta desse caso foi Marcelo Luís de Oliveira. Contudo, como o Sargento Marcelo, mentor do mensalinho, faleceu durante o processo, ele teve sua punibilidade extinta.

Relembre o escândalo

Na época, o caso só veio à tona graças ao vereador Bruno Augusto que gravou o vereador Romero Menezes detalhando todo o esquema de compra de votos na eleição que iria definir quem seria o novo presidente da Câmara, no biênio 2015/2016.

Em 2014, ano em que o caso se tornou público, havia duas chapas que pretendiam concorrer à presidência do legislativo frutalense. Em um primeiro momento, Mazzarope, Romero e Sinomar Borges declaram apoio à chapa que seria apoiada por nove vereadores. 

Os apoiadores dessa chapa eram os vereadores Ricardo Soares da Silva, Romero Silva de Menezes, Sinomar Borges, Bruno Augusto de Jesus Ferreira, Carlos Roberto Silva, Edivalder Fernandes da Silva, Joab de Paula Alves, Josimar Ferreira Campos, Lúcio Fernando Afonso.

Mazzarope, Sinomar e Romero inclusive chegaram a assinar, em julho de 2014, um documento declarando fidelidade na composição à chapa que concorreria as eleições da Mesa Diretora da Câmara Municipal.



Mazzarope, Romero e Sinomar Borges chegaram também a reconhecer firma desse documento no Cartório do 2º Ofício de Notas da Comarca de Frutal. Contudo, em outubro de 2014, Ricardo Soares da Silva, Romero Silva de Menezes e Sinomar Borges se aliaram à chapa adversária que seria composta pelos outros seis vereadores da casa.

Com a literalmente a compra desses três vereadores, a chapa encabeçada pelo Sargento Marcelo passou a contar com a maioria dos vereadores da casa e acabou sendo eleita para comandar a mesa diretora do legislativo frutalense.

Surpreso com a decisão de Mazzarope, Romero e Sinomar, o vereador Bruno Augusto decidiu procurar o vereador Romero no escritório dele. E foi então que Romero detalhou todo o esquema de compra de votos arquitetada por Marcelo Luís de Oliveira, o Sargento Marcelo.



De acordo com palavras do próprio Romero que foram gravadas pelo vereador Bruno Augusto. Mazzarope e Sinomar Borges receberam para mudarem de voto, 60 mil reais cada um. Já Romero receberia uma espécie de mesada ou mensalinho, como ele mesmo classificou, no valor de 1500 reais por mês

A gravação feita por Bruno Augusto primeiro ganhou as redes socais, depois foi vinculado na Rádio 102 FM, a única emissora de rádio da cidade que tratou sobre o escândalo na época. A gravação feita por Bruno Augusto foi fundamental para a condenação a prisão de Mazzarope, Romero e Sinomar Borges. Lembrando que os três ainda podem recorrer em liberdade dessa decisão.



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