Gestão de Zé Maia na secretaria municipal de administração registra prejuízo de mais de 1 milhão para prefeitura de Itapagipe
Segundo informações do jornalista
Cassiano Ricardo, a gestão do ex-deputado Zé Maia na Secretaria Municipal de
Administração e Fazenda de Itapagipe gerou em 2017 um prejuízo de mais de R$ 1
milhão para a Prefeitura na arrecadação de ISS (Imposto Sobre Serviço), que é
cobrado de empresas e profissionais autônomos que atuam na cidade.
Em 2016, antes de Zé Maia assumir
a pasta, o Município havia arrecadado R$ 2.530.003,96 (valor foi 15% maior que
no ano anterior). Em 2017, porém, já sob a batuta do ex-deputado, essa
arrecadação despencou para R$ 1.525.684,65. Um prejuízo de R$ 1.004.319,65
(39,70%). Os números, disponíveis no Tribunal de Contas do Estado de Minas
Gerais (TCE-MG) e no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais (Siconfi) do
Tesouro Nacional, foram fornecidos pela própria Administração Municipal.
De acordo com o jornalista,
prejuízo ocorreu, em boa parte, graças a decisões equivocadas tomadas por Zé
Maia. Uma delas foi tirar do Setor de Tributos funcionários experientes e que
atuavam ali há anos e, em seus lugares, colocar “companheiros políticos” sem
qualquer experiência na área.
Ainda segundo Cassiano Ricardo, uma
das novatas que passaram por lá neste período foi a esposa do vereador Luiz
Leonel Filho, presidente da Câmara. Além disso, os novos funcionários
designados para trabalhar no setor também não receberam nenhum treinamento para
atuarem de forma eficiente.
Somado a funcionários sem
preparo, outra decisão que comprometeu o bom desempenho da receita do ISS foi a
troca do sistema que apura e administra o valor do imposto a ser pago, de
acordo com as notas fiscais emitidas pelas empresas e profissionais autônomos.
A empresa que fornecia o sistema até 2016, a MGM Tributação, foi trocada pela
Horus, de propriedade de um velho parceiro político de Zé Maia e que já
fornecia todo o sistema de contabilidade.
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| Dados retirados da página do TCE-MG que demonstra a queda de arrecadação |
O problema é que o sistema da
Horus não disponibiliza (ou não disponibilizava em 2017) uma ferramenta de
apuração dos valores de notas fiscais emitidas por todas as empresas e de
cruzamento desses números com os valores que foram pagos de ISS. Sem essa
checagem de informações, a empresa pode pagar menos ISS sem que o município
perceba, gerando prejuízos na arrecadação.
VERSÃO DA PREFEITURA
De acordo com nota de
esclarecimento divulgada pela Secretaria de Comunicação (Secom) da Prefeitura
de Itapagipe, a queda na arrecadação do ISS ocorreu devido ao término da obra
da rede de transmissão elétrica "Linhão", que passou pelo município.
"Terminado o serviço, obviamente termina a arrecadação que foi gerada com
os serviços da obra em andamento", explica a nota.
Leia a íntegra do esclarecimento da Secom
abaixo:
Conforme informações do setor,
simplesmente e naturalmente houve queda porque terminou a obra da REDE DE
TRANSMISSÃO ELÉTRICA 'LINHÃO' que passou pelo município. Terminado o serviço, obviamente
termina a arrecadação que foi gerada com os serviços da obra em andamento.
Quanto ao Protesto contra o
Governo de Minas pelo confisco de recursos trata-se de um movimento de centenas
de prefeituras de várias partes do Estado. Por um dia a prefeitura protestará
para sensibilizar o Governador Pimentel a repassar o que já arrecadou.
Mesmo com as dificuldades geradas
pela falta de repasse, Itapagipe protesta, mas não para. Obras estão espalhadas
e em andamento por toda cidade. O Governo de Minas deixou de repassar 2 milhões
e 500 mil que daria para fazer muitas outras obras.
O Governo Benice supera a crise e
segue avançando, investindo, construindo e realizando obras para melhorar a
vida das pessoas. Continua em pleno andamento a construção de uma nova escola
em parceria com o Governo Federal, além de outras obras como recapeamento,
construção de pontes, galerias, recuperação de estradas entre outras além de
cumprir com a obrigação do pagamento de professores em dia com recursos
próprios porque o repasse do FUNDEB - cujo valor o contribuinte já pagou ao
Estado - e este se apoderou da parte que pertence a prefeitura, não repassa
causando enorme prejuízo para o município.


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