Assessoria afirma laudo da PF não é conclusivo e que vice-prefeita de Itapagipe não ofereceu cestas básicas em troca de votos

Na semana passada, esse blog publicou com exclusividade um laudo da Polícia Federal afirmando que não houve manipulação em áudios e vídeos que supostamente apontariam que houve compra de votos nas eleições municipais de Itapagipe.


No laudo, os peritos afirmam que os áudios e vídeos apresentados como provas da suposta compra de votos não sofreram nenhum tipo de adulteração ou manipulação. Depois que a matéria repercutiu muito em toda a região, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Itapagipe enviou uma nota para esse blog.



A assessoria afirma que o laudo não é conclusivo em definir se uma das vozes gravadas oferecendo cestas básicas em troca de votos é realmente da vice-prefeita Karina Lima Leal. Vale ressaltar que a matéria publicada por esse blog, nem entrou no mérito se a voz era ou não da vice-prefeita por considerar que a prova realmente não era conclusiva.

De acordo com o laudo da PF, numa escala que varia de - 4 a + 4, onde mais + 4 seria que o resultado suporta muito bem a hipótese e – 4 seria que o resultado contradiz muito fortemente a hipótese.  O resultado da perícia sobre a voz da vice-prefeita alcançou o índice de + 1, o que significa dizer que o resultado suporta levemente a hipótese de que a voz gravada seja de Karina Leal.

Ainda de acordo com o laudo da Polícia Federal, o trabalho dos peritos ficou bastante comprometido e não pode ser conclusivo porque as três faixas de áudio nas quais supostamente a vice-prefeita foi gravada oferecendo cestas básicas em troca de votos são muito curtas, tendo apenas poucos segundos de duração.

Abaixo você lê na íntegra a nota enviada pela assessoria de comunicação da Prefeitura de Itapagipe:

PERÍCIA NÃO CONCLUI QUE VOZ EM GRAVAÇÃO SEJA DE FATO DE KARINA

O laudo apresentado pela perícia da Polícia Federal, no último dia 10 de julho, não chega a uma conclusão de que a voz de uma pessoa oferecendo cesta básica seja da vice-prefeita de Itapagipe Karina Leal. Tanto que o homem que fez a gravação foi intimado para apresentar o aparelho com o áudio original e não compareceu. A perícia assinalou que a falta desse original inviabiliza totalmente um laudo conclusivo.
A perícia foi solicitada pela defesa e comprova as suspeitas de que as supostas provas não são legítimas. O laudo diz que “o exame suporta levemente a hipótese”, portanto, não conclui ou confirma que seja de fato a voz de Karina. “Se fosse uma ‘hipótese’ já não comprovaria, o termo ‘levemente’ por sua vez deixa tal prova apresentada pela acusação totalmente fragilizada”, diz a defesa que vai além fazendo constar nos autos do processo gravações em que testemunhas confirmam receber a oferta de vantagem da oposição para forjar e manipular acusações contra a chapa Benice e Karina e  com isso tentar uma cassação.
Há inclusive áudios de uma testemunha dizendo que recebeu oferta de R$ 5 mil para mentir sobre oferta de vantagem em troca de voto e, em caso de sucesso no processo, o valor pago pela pessoa ligada a chapa derrotada seria de R$ 10 mil. Essas atitudes configuram crimes praticados por estas pessoas que serão denunciadas oportunamente na Justiça e responderão processo por esses atos.
A defesa se mostrou confiante de que será provada a inocência de todos os acusados conforme o decorrer do processo que está em fase de análise de supostas provas.

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